21 de abril de 2007

Histórias de bar

Lembre-se: O revisor de gramatica e ortografia está de ressaca e não poassou por aqui

Se tem um lugar onde acontecem e são compartilhadas histórias muito divertidas, esse lugar se chama bar. Pub, boteco, padaria, lanchonete, music bar, barzinho, não importa o nome. O fato é que histórias acontecem e são contadas lá, geralmente com um volume de voz e interpretação acima do habitual. Claro, o alcool, seja de que espécie for, ajuda.


Certo dia havia recém chegado em uma lanchonete-bar lá pela altura do nº 900 da Avenida Paulista. Encontrei meus amigos e comecei a conversar, em volume ainda normal, pois a cervejada havia acabado de começar. Havia um grupinho de pé ao nosso lado, que apesar de não ter encontrado uma mesa, parecia já ter tomado várias garrafas a mais do que nós. Uma frase resume e auto-explica o debate deles: "Aí eu disse pra ela: não fica com ele, lembra: você tá de saia!". Mas mesmo assim ela ficou com ele.

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Havia um grupo de amigos em um "music bar" numa cidade do interior. Entre um cantor ao vivo e a discotecagem do lugar, sertanejo, forro, funk carioca e todas as suas váriações. Mas o grande sucesso do lugar era o choppe. Era servido em uma torre, de 2,5 litros. Depois das duas horas da manhã, ninguém sabia mais a diferença entre funk ou sertanejo-romantico. Todo mundo grita qualquer coisa, abraça todo mundo e pulava qualquer coisa. E o cantor lá, de mesa em mesa, simpatico com todos e cantando quase todas músicas que lhe pediam. Sempre com seu copo de whisque, sem gelo, constantamente cheio, graças à seus "fãs". Toda vez que passava por uma tal mesa, um grupo de amigos, mais do que todos naquele lugar, aplaudia, gritava e batia na mesa, histéricamente. A terceira torre já havia acabado. Um deles, o único que gritava alguma coisa que podia ser decodificada, gritava até quase ficar sem ar: "Rafael, Rafael!". Até que seu vizinho de mesa lhe avisou: "O nome dele é André". O primeiro não se abateu com o aviso e rapidamente respondeu: "Não tem problema, pois nem eu, nem você e nem ele vamos lembrar disso amanhã". Ele só queria esplanar a alegria de estar bêbado. Na verdade, todos estavam. E nenhum deles se lembrou da história na manhã seguinte.

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Tamires era uma mulher que nunca, mas nunca mesmo, bebia. Ano passado foi à um encontro das amigas de faculdade que não via há mais de quinze anos. Uma delas havia recém aberto um "barzinho" (denominação dada aqueles bares que tem mesas e cadeiras que não são de plástico). As quarentonas lá se reuniram e a anfitriã ofereceu uma garrafa de vinho. Um Cabernet Sauvignon, Chileno, reserva de 1997, caríssimo. Tamires achou chato não participar da tão saudosa comemoração e tomou uma ou duas taças, nem ela mesma se lembra ao certo. Chegou em casa ainda muito alegre, e percebeu que os filhos não estavam em casa. Na verdade, lembrou-se que os filhos tinham viajado para a Argentina há três dias e voltariam só no meio da outra semana. Subiu as escadas e encontrou o marido só de cuéca, assistindo tevê no quarto. Logo se interessou com a idéia de mantê-lo alí mesmo, mas sem a cuéca. O marido percebeu a felicidade da esposa e não negou fogo. Pelo menos, não tentou negar. Mas não conseguiu. Não reconheceu a esposa. Sentiu-se traindo.

2 comentários:

Anônimo disse...

hahahahahahaha num eh rafael eh matheus ops melhor dizendo ANDRE hahahahahaha

fiaum dexa um recado no meu orkut quandu vc posta aqui!!

abraços!

Anônimo disse...

adorei!!!!
moh legal!
gostei do barzinho de mesa que não é de plástico!
e vou plagiar! hahaha
beijos ;-)