5 de dezembro de 2007
O da noite e o da manhã
Todos nós somos vários. O cara que trabalha, que cuida de casa, estuda, bebe, chora, xinga. Diferentes somos quando conversamos com nossos amigos, pais ou chefes. Muda o linguajar, as respostas, a atenção dispensada para cada um. Seria hipócrita dizer que não, né?
Mas entre tantos, temos duas váriações de nós mesmos: O cara do dia e o cara da noite. Você foi dormir tarde, saiu no meio da semana e chegou de madrugada ou quem sabe ainda, tomou todas sabendo que tinha um relátório no outro dia cedo? Bem, mas isso é problema do cara da manhã. Sua versão noturna quer é se divertir! O trouxa que acorda cedo para trabalhar? Foda-se ele! "Ah, isso é problema do cara da manhã", inconscientemente nos dizemos. Ao menos eu, sempre mando o cara do outro dia cedo à merda, mas quando chego atrasado e com dor de cabeça no trabalho, penso: "Por que eu fiquei vendo Seinfeld a noite toda? Por que fui tomar aquelas cervejas? Por quê? POR QUÊ?". Esse é o azarado Gustavo Pelogia matinal. Mas no outro dia, bam! Vou dormir tarde de novo. "Amanha eu resolvo", me digo.
O cara da amanha só tem uma chance de se vingar: Caso não acorde cedo para trabalhar (ou o que o valha) e o da noite ficar sem grana para sair. Mas bem, ai ele se fode junto.
Esse cara que acorda cedo é um trouxa...
[Noção de Nada - A Partir de Agora]
28 de novembro de 2007
Hmmmmmmmmmmmm
Próximo post (só para eu não esquecer): Floriculturas & Cartões
23 de novembro de 2007
Blogando, de novo
E me pergunto faz algumas semanas: "Os donos das fábricas de papel higiênico de terceira linha, usam seus papéis em casa?"
Se por um lado você vende um produto vagabundo, as pessoas não deveriam comprá-lo, certo? Se você não acredita no que vende, o suficiente pra utilizá-lo, quem irá? E eles devem ter grana suficiente para enfiar coisas mais macias na bunda, no nariz, ou onde mais se usem papéis higiênicos.
O mesmo vale para as cervejas, refrigerantes e o raio que o parta. Os donos consomem seus produtos? O cara do comericial da TekPix, usa TekPix? Bill Gates usará o MSN? O proprietário dos refrigerantes Picolino, toma Pico? O manda-chuva da Da Granja, serve nuggets cheio de pedaços de nervos para seus convidados?
Só sei que hoje vou descer a cerveja ou qualquer outra coisa vagabunda, pois estou bem puto comigo mesmo. (Não tem nada a ver com o assunto, foi só um desabafo).
Bom sábado! E viva o SR!
22 de maio de 2007
Ladrão é preso ao fazer churrasco no local do crime
A churrasqueira que fica na oficina estava acesa e cheia de carnes. O ladrão já havia separado algumas ferramentas para roubar. Mas, não resistiu à tentação da carne e resolveu fazer um churrasco. E para acender a churrasqueira, o bandido usou gasolina de uma das motos que estava no local. Quando a polícia chegou o ladrão ainda tentou fugir, mas não conseguiu e foi preso.
Pegamos do: www.verdadeabsoluta.net, que pegou do Jornal Hoje
(O nome é meio furado, mas o conteúdo valeu)
15 de maio de 2007
12 de maio de 2007
As estatisticas obviamente comprovam que:
- Vacas dão leite;
- As chances da ilha de LOST entrar no mapa mundi são nulas;
- As chances de Enéas Carneiro chegar à presidencia também são nulas;
- Cada barata morta, significa mais um chinelo sujo;
- Carrochos latem;
- Gatos Miam;
- Tiozinhos pinguços bêbados fazem um barulho parecido com os dois quando falam;
- A cada latinha de cerveja consumida, aumentam as chances de encontrar um bêbado por aí;
- No campeonato paulista, cada vitória vale 3 pontos;
- Em um Palmeiras e Corinthians, cada fim de jogo vale centenas de feridos;
- A cada sorvete consumido, diminui a quantidade de gelo da terra;
- As sogras pesam mais que suas filhas;
- Os elefantes pesam mais que as sogras;
- Os homens preferem elefantes à sogras;
- As pessoas não lêem mais blogs;
- Os blogueiros não ligam para a audiência de seus blogs;
- Blogueiros não tem audiência pois só escrevem bobeira;
8 de maio de 2007
Cidade dos extremos
No fim das contas, apesar dos prédios grandes que sufocam e das caminhadas solitárias, você sempre tem boas história pra contar. E boas fotos pra fazer inveja.
29 de abril de 2007
Status mais úteis de Msn
- Disponibilíssimo;
- Procurando Conversa;
- Flertando;
- Horário de Janta;
- Horário de Trabalho;
- No Banheiro(pode ter variações 1, 2 e 3);
- Dormindo;
- Vendo Filme;
- Namorando(ninguem usaria este);
- Deixei baixando arquivo;
- Online 24h;
E fica aqui registrado que hoje detônei mais um livro do Luis Fernando Veríssimo, "Mentiras Que Os Homens Contam". É "Maravilíssimo", leia!
21 de abril de 2007
Histórias de bar
Se tem um lugar onde acontecem e são compartilhadas histórias muito divertidas, esse lugar se chama bar. Pub, boteco, padaria, lanchonete, music bar, barzinho, não importa o nome. O fato é que histórias acontecem e são contadas lá, geralmente com um volume de voz e interpretação acima do habitual. Claro, o alcool, seja de que espécie for, ajuda.
Certo dia havia recém chegado em uma lanchonete-bar lá pela altura do nº 900 da Avenida Paulista. Encontrei meus amigos e comecei a conversar, em volume ainda normal, pois a cervejada havia acabado de começar. Havia um grupinho de pé ao nosso lado, que apesar de não ter encontrado uma mesa, parecia já ter tomado várias garrafas a mais do que nós. Uma frase resume e auto-explica o debate deles: "Aí eu disse pra ela: não fica com ele, lembra: você tá de saia!". Mas mesmo assim ela ficou com ele.
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Havia um grupo de amigos em um "music bar" numa cidade do interior. Entre um cantor ao vivo e a discotecagem do lugar, sertanejo, forro, funk carioca e todas as suas váriações. Mas o grande sucesso do lugar era o choppe. Era servido em uma torre, de 2,5 litros. Depois das duas horas da manhã, ninguém sabia mais a diferença entre funk ou sertanejo-romantico. Todo mundo grita qualquer coisa, abraça todo mundo e pulava qualquer coisa. E o cantor lá, de mesa em mesa, simpatico com todos e cantando quase todas músicas que lhe pediam. Sempre com seu copo de whisque, sem gelo, constantamente cheio, graças à seus "fãs". Toda vez que passava por uma tal mesa, um grupo de amigos, mais do que todos naquele lugar, aplaudia, gritava e batia na mesa, histéricamente. A terceira torre já havia acabado. Um deles, o único que gritava alguma coisa que podia ser decodificada, gritava até quase ficar sem ar: "Rafael, Rafael!". Até que seu vizinho de mesa lhe avisou: "O nome dele é André". O primeiro não se abateu com o aviso e rapidamente respondeu: "Não tem problema, pois nem eu, nem você e nem ele vamos lembrar disso amanhã". Ele só queria esplanar a alegria de estar bêbado. Na verdade, todos estavam. E nenhum deles se lembrou da história na manhã seguinte.
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Tamires era uma mulher que nunca, mas nunca mesmo, bebia. Ano passado foi à um encontro das amigas de faculdade que não via há mais de quinze anos. Uma delas havia recém aberto um "barzinho" (denominação dada aqueles bares que tem mesas e cadeiras que não são de plástico). As quarentonas lá se reuniram e a anfitriã ofereceu uma garrafa de vinho. Um Cabernet Sauvignon, Chileno, reserva de 1997, caríssimo. Tamires achou chato não participar da tão saudosa comemoração e tomou uma ou duas taças, nem ela mesma se lembra ao certo. Chegou em casa ainda muito alegre, e percebeu que os filhos não estavam em casa. Na verdade, lembrou-se que os filhos tinham viajado para a Argentina há três dias e voltariam só no meio da outra semana. Subiu as escadas e encontrou o marido só de cuéca, assistindo tevê no quarto. Logo se interessou com a idéia de mantê-lo alí mesmo, mas sem a cuéca. O marido percebeu a felicidade da esposa e não negou fogo. Pelo menos, não tentou negar. Mas não conseguiu. Não reconheceu a esposa. Sentiu-se traindo.
20 de abril de 2007
Big Brother caseiro
Gustavo sempre quis morar em apartamento. Certo dia, por ocorrência do destino, ele foi. O prédio não tinha porteiro, mas isso não tem relevância na história. Aquela coisa de abrir o primeiro portão, andar pelo corredor, abrir a outra porta e subir de elevador. Sétimo andar. De lá, dava para ver as ruas todas. Dava pra xeretar a vida do vizinho de prédio, dos botecos da frente, da mercearia, do prédio da frente e das pessoas que passavam lá em baixo. Passava horas olhando a janela, fascinado com o que chamou de seu "Big Brother" particular. Duas semanas depois, Gustavo já conhecia a rotina de várias pessoas. O horario dos botecos, da mercearia, do vizinho e do pessoal do prédio da frente. Mas ele também foi descobrindo as desvantagens dessa vida de cuidar da vida dos outros. Primeiro foi o elevador. Gustavo começou a chegar cansado do trabalho, e o elevador nunca estava lá em baixo. De tanto esperar, não pegava mais o elevador sozinho. Sempre tinha alguém pra puxar papo sobre sua vida. E para não ser chato, sempre respondia. E logo os companheiros de elevador já sabiam muito sobre a vida dele. Sabiam até o valor do contra-cheque, o cargo e a empresa que trabalhava, pois por descuido deixou o holerite cair no chão. Descobriu um canal na sua tevê, que tinha duas câmeras que ficavam filmando vinte e quatro horas a entrada do prédio e do elevador. No mesmo dia, saiu do banho e foi pegar a toalha que havia esquecido próximo da grande janela-sacada do quarto. E várias pessoas do prédio da frente presenciaram tal ato. Ficou envergonhado como nunca na vida. Percebeu que após aquele dia, alguns deles e alguns outros vizinhos da frente começaram a ficar observando a rua de suas janelas. Sentiu-se alvo da sua diversão, personagem de seu próprio programa. Preocupado, decidiu que aquilo não poderia continuar, que a brincadeira era dele, e a graça é ver, não ser visto. Inventou um problema no encanamento do apartamento e fez a imobiliaria mudá-lo para outro apartamento, mas no mesmo prédio. Ainda via a mesma rua, mas estava quatro andares acima. para despistar os curiosos, passou a sair quinze minutos mais tarde do trabalho e até subir de escada. Entrava e passava correndo pelas câmeras. Não mais deixou mais a cortina aberta. Mas não conseguiu resistir em saber o que acontecia lá fora. Abriu um furo na cortina. Não se contentou e comprou um binóculos. Não tirava a tevê do canal do prédio. Comprou uma câmera com um grande zoom e começou a tirar fotos do pessoal do bar. Sabia da rotina de todo mundo. Sabia que a senhora do segundo apartamento do terceiro andar assistia novela mexicana e comia pipoca doce toda noite. Descobriu que o dono da mercearia tomava duas cervejas toda sexta, sozinho, antes de subir com uma "amiga" para o prédio e que sempre duas horas depois ela ia embora e voltava para o bar. Começou a gravar fitas nos horarios que estava trabalhando, comprou outra tevê e de madrugada assistia as duas, já que o movimento no "ao vivo" era quase nenhum e não queria perder nenhum detalhe. Pediu as férias atrasadas na empresa e passou a ficar o dia inteiro em casa. Só descia para ajustar as câmeras do prédio para ter uma visão melhor ou para comprar comida. E mesmo assim, corria como quem disputa a corrida dos cem metros. Conhecia cada pessoa, cada maluquice e bizzarrice das redondezas e de seu prédio. Instalou uma placa nova no computador, começou até a gravar tudo formato digital e a separar os arquivos por dia. Fazia capa para os discos. Sua vida era aquilo. Sua vida era a vida dos outros. Levou cinco meses pra se tocar disso. Mas aí já havia perdido o emprego, as contas estavam atrasadas, havia emagrecido dez kilos e o perdido o contato com os amigos. Ficou intrigado e por alguns dias não gravou nada e até mudou de canal. Chegou a conclusão que só havia um jeito de fazer valer para alguma coisa os meses passados: Pegar um blog qualquer e públicar sua história maluca para ver se alguém comenta e quem sabe, aceita tomar uma cerveja com ele. No boteco alí de baixo, é claro.
19 de abril de 2007
Dicas para o novo paulistano
Mesmo assim: Vida paulistana, como eu te amo!
Aqui tudo é mais cansativo, mais longe e mais caro. Mas vale a pena. Ô se vale! Tô descobrindo São Paulo aos poucos. Entre trabalhos, livros, jornais, cinemas, comidas, garota(s) e discos, a gente aprende que pode aprender muito mais do que o esperado.
Algumas dicas para você que sonha em se tornar paulistano:
- Aqui tudo é grande, grande mesmo;
- Você pode caminhar por uma hora sem sair da mesma rua;
- O metrô não liga a cidade toda;
- Aquele seu amigo que nunca quis te buscar na rodoviaria do Tiête tem toda a razão do mundo;
- Existem milhares de peças de teatro em cartaz;
- Vários filmes tem estréia toda semana nos cinemas e nem todos são hollywoodianos;
- Existem fast-food melhores que o McDonald's;
- A cerveja é bem barata no interior;
- Andar quarenta minutos de ônibus pra chegar na faculdade "não é tão longe";
- Existe um restaurante chamado "Ryu";
- Black Dog não é tão xique assim;
- Nem todo mundo é legal;
- Existem milhares de coisas legais de graça;
- "Pertinho de casa" leva uma meia hora;
- Academia de musculação é pelo menos R$80;
- Ver os canais abertos de televisão é luxo de quem tem parabólica;
- Atravessar a rua demora;
- Bilhete único é uma maravilha;
- Os parques com area verde daqui são do tamanho dos nossos bairros;